Compositor: Danilo Pinheiro
Sozinho
Ainda sozinho
Sozinho no meu quarto, meus pensamentos começam a rastejar
Ecos na minha cabeça como se eu estivesse preso atrás dessas paredes
Por corredores vazios eu posso ouvi-lo chamar meu nome
A solidão está sussurrando: Você é meu, você vai continuar o mesmo
Esta casa vazia está começando a respirar
O silêncio fica mais alto, está me sufocando
E esse vazio do qual eu tanto tentei escapar
É a única coisa que sempre ficou
Talvez eu nunca sentirei
Como é ter algo real
Eu nunca fui feito para ser amado de verdade
Apenas pedaços de mim pela forma como os faz sentir
Eles chegam perto demais só para pegar o que precisam
Depois desaparecem, e me abandonam
E eu ainda estou aqui tentando entender
Se existe mais do que isso, se eu ao menos consigo
Ou eu nasci só para desaparecer
Dentro de mim, onde eu sempre fico
Todo mundo que chega só pega a sua parte
Cavando buracos mais fundos dentro do meu coração
E quando não há mais nada para roubar
Eles me deixam aqui com o que eu sinto
Eu só quero pilotar pela noite adentro
Pegar minha moto e sumir de vista
Sentir o vento rasgando minha pele
Deixar para trás o caos em que estou
Sem direção, sem volta
Talvez a paz esteja fora dessa trilha
Eu nunca fui feito para ser amado de verdade
Apenas pedaços de mim pela forma como os faz sentir
Eles chegam perto demais só para pegar o que precisam
Depois desaparecem, e me abandonam
E eu ainda estou aqui tentando entender
Se existe mais do que isso, se eu ao menos consigo
Ou eu nasci só para desaparecer
Dentro de mim, onde eu sempre fico
E se for só eu no final?
Ninguém para perder, ninguém para fingir
Então eu vou correr até a estrada secar
Perseguindo o Sol enquanto ele queima o céu
O vazio está chamando
E eu estou cansado demais para lutar
Se ninguém nunca ficou
Por que eu deveria tentar?
Talvez eu nunca fui feito para sentir
Nada mais do que o que eles roubam
Mas eu ainda estou correndo pela noite
Procurando por algo que pareça certo
Se eu bater, que isso me liberte
De tudo que está me matando
No fim da estrada eu verei
Se há algo que restou de mim, só eu
E a estrada
Até o Sol se pôr